Tangelo Nova 
IAC 1583

Origem
Nova é um híbrido entre Clementina Fina e tangelo Orlando (pomelo Duncan x tangerina Dancy), obtido por F.C. Garder e J. Bellows, na Flárida, em 1942. Conhecida como Clemenvilla, na Espanha e Suntina, em Israel.

Planta
POrte médio, hábito de crescimento aberto.
Floração com predominância nos meses de agosto e setembro.

Floração
Abundante com predominância nos meses de agosto e setembro

Frutos
Tamanho médio e de forma achatada. Casca lisa, brilhante e aderente, o que dificulta o ato de descascar, mas facilita o transporte à longas distâncias. Coloração laranja intensa. Suco abundante (50% de rendimento), sabor agradável. Tendência a granular quando a colheita ocorre após o pico de maturação. A variedade é apirena quando em plantios isolados mas se colocada próxima à variedades compatíveis, há a aparecimento de sementes.

Maturação
Variedade precoce a meia-estação, seus frutos devem ser colhidos nos meses de maio e junho. Constatou-se perda no rendimento de suco da ordem de 40% a 50% quando a colheita se estende para os meses de julho e agosto. Da florada até o fruto estar adequado para consumo são necessários cera de 270 dias.

Produtividade
A produção no 3º ano de colheita é de aproximadamente, 20t/ha em porta-enxerto de limão Cravo.

Material propagativo
A aquisição de borbulhas para plantio comercial dessa variedade está condicionada à adoção de um pacote tecnológico que inclui, entre outros procedimentos, o isolamento de área para que não ocorra o aparecimento de sementes.

Algumas considerações sobre a pesquisa
A variedade é promissora tendo em vista que seus frutos não apresentam sementes em cultivos isolados. A pesquisa, envolvendo estudos fenológicos e físico-químico dos frutos, realizada com o apoio da FAPESP e do CNPq, vem apontando que esta variedade é bastante indicada para a região sudoeste do Estado de São Paulo, tendo em vista que temperaturas mais amenas conferem ao fruto melhor sabor e coloração.

Pesquisa para seleção de variedade copas e porta-enxerto no Centro Avanço de Pesquisa Tecnolópgica do Agronegócio de Citros Sylvio Moreira / IAC

A disponibilização de uma variedade para plantio comercial consome boa parte da vida profissional de um melhorista. O trabalho de melhoramento demanda tempo e por vezes, muitos insucessos. A seleção a campo começa com a introdução e manutenção desse material em bancos de germoplasma, ou, mais comumente conhecidos como coleções de cítricos. Estudos envolvendo a caracterização físico-química de seus frutos, assim como o comportamento de variedades diante das pragas e doenças, são imprescindíveis. O envolvimento do produtor é importante nesse processo e, é dele que parte a necessidade de determinada variedade. A partir daí, são longos anos de observações em ensaios regionais, distribuídos nas diferentes condições edafoclimáticas. Somente após muitas avaliações e muito "tempo de estrada" é que os primeiros  "frutos" vão surgindo e a acenando para boas perspectivas de lucros. é naquela porção de sementes e de borbulhas que se encontra o sucesso, representando por anos e anos de estudos e dedicação, que vem coroado de muita satisfação pessoal e do doce sabor de estar contribuindo para uma melhor qualidade de vida.

Rose Mary Pio
Pesquisadora Científica